domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sua Majestade O GUARDIÃO...

Às vezes sinto vergonha de mim mesmo ao imaginar que poderia colocar em palavras simples tudo o que alguém como ele, ou como eles, significa para pessoas como eu.
Talvez seja apenas um outro alguém, parado no escuro, a nos olhar de longe e, muitas vezes, nos reprovar sem mesmo indicar um franzido na testa, ou um movimento sequer em seus lábios.

É uma figura que traz uma energia fria, arrepiante, solitária e muitas vezes curiosa. Por quê será que nos segue? Quais serão seus mistérios? Por que não pode se revelar ou, se o faz, por que, então, não nos apresenta seus reais objetivos? Será que, até mesmo ele, não sabe?

Temo diante de tais mistérios, mas o que mais me amedronta é pensar que, um dia, ele pode não estar lá. Que estranha dependência é essa que existe entre nós e eles? Por que saber dessa existência é tão estranho a nós, mas, depois de conhecida, passa a ser necessária, amiga, companheira? Quem sabe, muitas vezes, seu melhor amigo diante de tantos problemas à frente.

É, meus amigos, coloco aqui, como primeiro texto, uma pequena homenagem à esse guardião, que nos abre o caminho, e cuida de nosso destino. Um grande pai que nos sustenta e ajuda a seguir em frente, mas, também, sabe puxar nossa orelha quando necessário.

Seria um ser perfeito? Longe disso. Ele se assemelha mais àquela figura do lobo solitário que todo garoto sonha ser quando visto no cinema. Com toda aquela expressão de dono do próprio caminho, posturas e expressões invejáveis e, até mesmo, experiência de vida na caminhada pelos piores becos, ruas e cantos escuros.

Sim, ele esconde uma vida de muitos erros, alguns, até mesmo, se envergonham do que fizeram e lutam arduamente para conseguirem retirar de tão solitários ombros, o peso da Lei Divina, a dor do karma a ferir suas consciências com as lembranças das vidas por que passou e desperdiçou.

Vocês devem estranhar a escolha do tema como texto inicial do meu blog.
Pois é. Sou mais um guerreiro da vida. Mais um lutador contra os preconceitos da sociedade. Mais um servo da espiritualidade tentando, em meio a tantos desafios, ignorar as dificuldades alheias, ser aceito como praticante de uma religião apenas "diferente" e acender uma pequena luz em meio a esse mundo cercado de tristezas e interesses.
Sim. Sou um Umbandista. E não seria assim reconhecido se, em primeiro lugar, antes de realizar qualquer tarefa importante no lado espiritual, ou mesmo na minha vida, deixasse de pedir licença a Exú.

Saravá Exú. Saravá todos os Guardiões.

2 comentários:

Andressa disse...

Belo texto, principalmente para quem está em abstinência das letras já há algum tempo...hehehe!
Seja benvindo novamente, fafá!!!
Vou até atualizar meu bloguinho com mais frequencia agora...

:P

bjoss

Saxiro disse...

Assim espero, principalmente porque coloquei seu blog no meu programa de RSS e faz muito tempo que ele não é atualizado... bjos e bons textos...